Chico Araújo, Gilvan Luz e Manoel Teixeira, as principais lideranças Espírito-santenses, incorreram num grave erro: nenhum deles preocupou-se em formar um sucessor que pudesse representá-los e dar continuidade aos seus “sistemas” políticos.
Hoje se sabe que Gilvan lucidamente abdicou da vida pública e, apesar de Neto Luz ter tentado seguir os passos do pai, também é sabido que esta tentativa não frutificou o quanto poderia.
No caso de Manoel Teixeira, Walter foi o único dos filhos que até então se aventurou no mar revolto da politica. Mas também aí a transferência de votos não se deu plenamente.
Com Chico o script foi o mesmo: Gustavo tentou entrar na vida pública, mas sem o carisma e apelo do pai, teve meia dúzia de votos insuficientes para transformá-lo na pessoa que daria continuidade ao que Chico Araújo ainda hoje representa. O que não é pouco.
A apuração das duas ultimas eleições majoritárias comprovam: o eleitorado dos dois grupos políticos se dispersou e hoje situação e oposição empatadas contam com exatos 33% dos votos.
A falta deste sucessor trouxe a reboque um fato “incômodo”: como é natural acontecer em todo vácuo, correndo mais ou menos por fora, surgiu uma terceira via também conhecida como Fernando Oião que preencheu o espaço deixado. E é aí que está o restante dos 33% do eleitorado que desempata o jogo.
Este tripê de forças niveladas permite antever o cenário nas próximas eleições municipais onde (de novo) teremos:
1 – o “sistema” da prefeita tendo de fazer um esforço extra para se perpetuar no poder;
2 – Chico Araújo eternamente candidato;
3 – Fernando, uma “noiva cara e temperamental”, cortejada por ambos os lados.
Ainda que tal situação desagrade, é Fernando “o fiel da balança”.
A pergunta que em todas as calçadas ecoa é: para que lado o fiel penderá? Esta incógnita, ao que parece, será mantida até o limite, o que é muito conveniente para quem, de Taboca ao Poção, tem a mão mais cobiçada.
Cabe à oposição e à situação adular a noiva e enchê-la de afagos antes que seja tarde para ambos os pretendentes.
Quanto aos neófitos, o futuro lhes reserva muito trabalho, gastos e um prazo curto para botar o bloco na rua.
E ainda: será que o eleitorado de Espírto Santo está mesmo disposto a trabalhar esta ideia?
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PS.: Nao. O Jacu News! não está de volta.